By: mirago ligado: outubro 24, 2016 In: Alzheimer Comments: 0

A Doença de Alzheimer ainda não tem cura. Atualmente, existem medicamentos que retardam o avanço da doença, desde que o diagnóstico ocorra em sua fase inicial.

Para se fazer o diagnóstico da Doença de Alzheimer, há critérios internacionais que devem ser observados:

− Declínio cognitivo.

− Comprometimento funcional.

− Ausência de outra doença cerebral ou sistêmica que explique os sintomas.

 

A combinação de declínio recente na memória com mudanças em outra esfera intelectual, associada à capacidade cada vez menor de realizar tarefas cotidianas, indica uma demência cuja causa precisa ser determinada.

 

Nem todo médico está apto a diagnosticar e tratar a Doença de Alzheimer. O profissional médico que faz o atendimento primário precisa ser capacitado para realizar a avaliação cognitiva básica e assim iniciar o tratamento correto. O médico dos serviços de atenção primária de saúde é quem pode detectar a doença em fases iniciais (importante para o controle). Infelizmente, a maioria dos municípios do país não conta com especialistas (neurologistas, psiquiatras e geriatras) nem profissionais mais experientes na detecção e tratamento da Doença de Alzheimer.

 

Hoje, o acerto no diagnóstico é de 85% a 95%.

 

A avaliação é simples na maioria dos casos: declínio gradativo na memória de curto prazo, comprometimento das funções intelectuais e dificuldade de realizar atividades cotidianas.

 

A detecção da doença consiste em teste de MMSE (miniexame do estado mental), exames de sangue e tomografia computadorizada. Quando os sintomas são leves, mas é necessário fazer um diagnóstico, são necessários exames adicionais: avaliação neuropsicológica, ressonância magnética, PET-Scan e punção lombar.

 

Transtornos comportamentais decorrentes da Doença de Alzheimer, em ordem de frequência:

 

− Apatia

− Agitação

− Excesso de atividade motora

− Comportamentos aberrantes (noturnos)

− Depressão

− Mudanças de apetite

− Ansiedade

− Irritabilidade

− Ilusões

− Desinibição

− Alucinações

− Euforia

 

O tratamento atual proporciona apenas a estabilização da doença, por alguns anos. Caso diagnosticada a enfermidade na fase inicial, existem medicamentos que postergam o avanço da Doença de Alzheimer. Portanto, é essencial não minimizar as queixas de memória e saber que o esquecimento é um sinal de que algo de errado está acontecendo. Quanto antes for feito o diagnóstico, maior a chance de estabilizar o quadro e de oferecer qualidade de vida para os pacientes e familiares.

 

Infelizmente, a grande maioria dos pacientes apenas procuram o médico especialista na fase moderada ou grave da doença, quando pouco se pode fazer por eles com os atuais recursos da medicina.

 

De modo geral, a área de pesquisa terapêutica dedicada à doença de Alzheimer não aprovou nenhum novo medicamento desde o lançamento do Ebix, cujo princípio ativo é a memantina, em 2003. Com efeitos terapêuticos modestos, ele só é usado em pacientes nos estágios moderado ou avançado.

O principal objetivo é ampliar a área de pesquisa, a fim de identificar novos alvos terapêuticos que possam ser usados para retardar, conter e até mesmo prevenir a doença.

 

Para amenizar os efeitos das fases moderada e grave da doença, uma opção é oferecer ao cuidador treinamento sobre transtornos comportamentais e mudanças que eles podem fazer no ambiente – aumentar a luminosidade, diminuir o nível de ruído ou mudar a hora do banho. Animais de estimação também podem ajudar, sobretudo os gatos, que não requerem tanta atenção do dono.

O declínio funcional se torna mais visível em cada fase, e os Doentes de Alzheimer que moram sozinhos necessitam cada vez mais de supervisão para garantir sua segurança, o que afeta familiares, amigos, vizinhos e comunidade. Aqueles que moram com um companheiro têm mais sorte, entretanto, este tende a ser cansar mais, recorrendo a auxílio com o banho, cuidados domésticos, refeições entregues em domicílio, entre outros. A decisão de contratar um cuidador profissional deve ser discutida na fase moderada da doença, antes que os familiares estejam exaustos.

 

A sociedade brasileira tem uma visão preconceituosa do idoso, acreditando ser normal que ele seja triste, esquecido, esclerosado, gagá e outras tantas adjetivações depreciativas. E, ao acreditar nisso, releva os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer.

 

Principais fatores de prevenção:

 

− Atividade física aeróbica (caminhar depressa, andar de bicicleta, nadar ou dançar três vezes por semana).

− Atividade intelectual (manter o cérebro ativo, por meio de tarefas visuoespaciais, tomada de decisões e tarefas de gerenciamento).

− Socialização (relacionamento social e familiar).

− Dieta saudável e balanceada, rica em aves, peixes, azeites, grãos e vegetais, com baixo consumo de carne vermelha.

− Medicamentos para combater a hipertensão, diabetes e pressão alta (estatinas), antes de surgirem os primeiros sintomas da doença de Alzheimer.

− Mais de 12 anos de escolaridade.

− Terapia de reposição hormonal para as mulheres, com acompanhamento médico, ministrada em uma perspectiva de longo prazo.

− Vinho Tinto (tem antioxidantes importantes, é dilatador eficaz dos vasos sanguíneos e evita plaquetas no sangue, inibindo a formação de coágulos/trombos) com moderação, regularmente e durante as refeições (de duas a quatro taças por dia para os homens e de uma a duas taças por dia para as mulheres).

 

Outras Dicas:

 

− Mantenha uma alimentação rica em:

− frutas e legumes de folha verde: Brócolis, espinafres, maçãs, morangos;
− óleos vegetais ricos em Ómega 3;

− antioxidantes: chocolate, chá verde, vitamina E e vitamina C.

 

− Controle os níveis de diabetes − A diabetes, associada a altos níveis de açúcar no sangue, aumenta gradualmente o risco do desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

 

− Regule o stress. Pratique yoga, meditação, arte ou jardinagem e não deixe que o stress tome conta de você.

 

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