By: mirago ligado: outubro 24, 2016 In: Alzheimer Comments: 0

SINAIS DE ALERTA

A Doença de Alzheimer pode ter sinais e sintomas variáveis nos seus diferentes estágios:

Leve: Confusões, lapsos e perda de memória de curto prazo, como desorientação espacial, dificuldade progressiva nos hábitos do cotidiano, sintomas depressivos e de ansiedade, irritabilidade, mudanças na personalidade e na capacidade de julgamento.

Moderado: É nesse estágio que a doença é reconhecida por todos, embora a pessoa afetada tenda a negá-la. Aqui, começam os desafios dos cuidadores. Os pacientes apresentam dificuldade nas atividades do dia a dia, ficam apáticos, agitados, eufóricos, com delírios e alucinações, agitação noturna, alteração do sono, excesso de atividade motora, comportamentos aberrantes noturnos, dificuldade de reconhecimento de amigos e familiares. As roupas precisam ser escolhidas por outra pessoa; só andam a pé e em lugares conhecidos; suas finanças precisam ser administradas por alguém. 

Avançado: Diminuição acentuada do vocabulário, do apetite e do peso, descontrole urinário e fecal, imobilidade e dependência progressiva do cuidador.

Terminal: Demência muito grave, impossibilitando a caminhada em segurança. Normalmente, a posição segura é a deitada ou em cadeira de rodas; só reagem à comunicação não verbal (toque ou tom de voz), têm dificuldade de deglutição, engasgando ao comer e beber, o que leva à pneumonia por aspiração, causa mais comum da morte.

Atividades cotidianas afetadas pela doença de Alzheimer:

  • Cozinhar
  • Fazer telefonemas
  • Sair
  • Gerenciar finanças e correspondência
  • Tomar medicamentos corretamente
  • Participar de atividades de lazer e realizar tarefas domésticas
  • Cuidar da higiene pessoal
  • Vestir-se
  • Alimentar-se
  • Controlar a bexiga e o intestino

Na grande família de demências, a Doença de Alzheimer representa mais de 60% a 70% dos casos conhecidos e diagnosticados. Há várias outras enfermidades também associadas com perda de memória, confusão e capacidade cada vez menor de realizar tarefas cotidianas. Entre elas, estão as demências “vasculares”, caracterizadas por interrupção no fluxo sanguíneo do cérebro; a demência “mista”, que combina a Doença de Alzheimer e a demência vascular; a demência da Doença de Parkinson, que ocorre em casos avançados dessa enfermidade; e, por fim, a demência por “corpos de Lewy”, que está fortemente associada com déficits de atenção e alucinações, bem como com uma espécie de rigidez muscular muito similar à observada na Doença de Parkinson.

Quando a doença de Alzheimer se instala, sua progressão se dá entre oito a dez anos.

A proporção de pessoas com Doença de Alzheimer aumenta de 6% para 8% entre indivíduos a partir de 65 anos para mais de 40% entre aqueles com 80 anos ou mais.

O número de pessoas com a doença duplicará no decurso de uma geração, afetando mais de 80 milhões de indivíduos no mundo.

Por mais ausente que o paciente aparente estar, lembre-se: ele sente a necessidade de muito carinho, de muita atenção, de conversa (ouvir e ser ouvido, até quando a doença permitir).

Recomenda-se que, a partir do momento em que a família seja comunicada de que seu familiar apresenta a doença de Alzheimer, uma procuração de plenos poderes seja formalizada para um familiar ou responsável, para que se torne representante legal designado para tomar decisões sobre finanças e cuidados médicos. Se possível, designar mais de um procurador para dividir as tarefas.

Conhecendo os detalhes dos sintomas:

  • Perda de memória: é um dos sinais mais comuns, principalmente na fase inicial da doença. Atenção para o caso de os lapsos de atenção serem mais constantes.
  • Dificuldade em resolver problemas: saber distinguir quando a barreira do “normal” é ultrapassada no desenvolvimento de soluções e planos de trabalho.
  • Dificuldade em executar tarefas diárias: por exemplo: dirigir até um local conhecido, gerir as contas da família, esquecer-se de que já fez as refeições.
  • Perda da noção do tempo e desorientação: pessoas com a Doença de Alzheimer podem perder a noção das datas, da passagem do tempo ou mesmo do lugar onde estão.
  • Alterações de humor e de personalidade: ansiedade e agitação são comuns. Independentemente do motivo ou situação, os doentes podem passar de um estado de calma para um estado de raiva, sem motivo aparente.
  • Problemas de linguagem: dificuldade na participação em conversas. Dificuldades de expressão, esquecimento das palavras, repetição várias vezes da mesma coisa.
  • Trocar o lugar das coisas: frequentemente, podem trocar o lugar das coisas, não conseguirem se recordar de onde as colocaram e até acusar outras pessoas de as terem roubado.
  • Diminuição da tomada de decisão ou de julgamentos: podem ser incapazes de perceber que estão confusos, vestirem-se de forma inadequada e não tomarem as decisões mais óbvias para a maioria das pessoas.
  • Afastamento social: quem sofre da Doença de Alzheimer pode começar a se afastar de tudo o que era comum. Pode abandonar os seus hobbies, atividades sociais, projetos ou trabalhos.
  • Vaguear sem rumo: a partir de determinado estágio da doença, a maioria das pessoas pode vaguear sem qualquer destino específico e se confundir, como querer ir para casa quando lá já está.

POEMA DO ALZHEIMER

Não me peça para lembrar.

Não me tente fazer entender.

Deixe-me descansar e saber que você está comigo.

Beije minha face e segure minha mão.

Estou confuso além da sua compreensão.

Estou triste, doente e perdido.

Tudo que sei é que preciso que você esteja comigo a todo custo.

Não perca a paciência comigo.

Não xingue nem maldiga meu pranto.

Não posso evitar o jeito como estou agindo, não dá para mudar, ainda que eu tente.

Basta lembrar que eu preciso de você, que o melhor de mim já se foi.

Por favor, não deixe de ficar ao meu lado.

Dê-me seu amor, até que minha vida se acabe.

 

 

 

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