Home – Cuidadores de idosos em São Paulo
Segundo Thiago Gomes da Trindade, médico vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, idosos sozinhos, sem parentes próximos, acabam institucionalizados quando perdem sua independência, por doença física ou mental.
“Se houver condições de abrigar o idoso em casa, essa solução será a mais indicada”, afirma o médico.
O geriatra Márcio Borges diz que, mesmo que alguém da família tenha tempo disponível, nem sempre ela está preparada para os cuidados : “Hoje, temos cerca de quatro milhões de pessoas na categoria de alta dependência do Brasil, vítimas de Alzheimer, acidentes cardiovasculares e derrames de consequências irreversíveis ou com problemas ortopédicos sérios e imobilidade”.
No caso da assistência domiciliar, a figura do cuidador terapêutico tem se mostrado peça-chave, com treinamento técnico específico para acompanhar idosos ao longo do dia, auxiliando-os na recuperação de cirurgias, Doença de Alzheimer, experiências sociais e cidadãs (como ir ao banco, pegar o metrô, ler o jornal, participar de atividades), além da autonomia funcional do próprio corpo.
Ao mesmo tempo, famílias ficam cada vez menores; casais têm menos filhos e todos estão ativos no mercado de trabalho. Falta gente em casa com tempo para se dedicar aos idosos.
A Doença de Alzheimer, no entanto, é a grande vilã da terceira idade, porque exige cuidados em tempo integral. “Como é muito fácil chegar hoje à casa dos 80 anos, o número de idosos que sofrem desse mal aumenta muito. É sabido que 30% dos brasileiros nessa idade vão desenvolver a doença”, calcula o geriatra.
O tipo de relacionamento entre pais e filhos, e não só as condições financeiras da família, também pesa muito na escolha entre institucionalizar ou acolher.
Embora seja preconceito pensar que a vida do idoso nas Instituições de Longa Permanência seja necessariamente desaconselhável, de acordo com Ana Amélia Camarano, técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do IPEA, “há serviços bons e ruins”. É preciso saber escolher.
A ideia de “asilo” surgiu no Brasil como lugar para onde se mandavam doentes mentais que precisavam ser excluídos da convivência em comunidade. Acreditava-se, há décadas, que “loucos” e pessoas “diferentes”, entre elas os velhos, tinham de ser isolados.
“Nosso ‘mal-estar’, hoje, é que, no mundo da produção e do consumismo, não há espaço para o idoso”, afirma Fernando Genaro Junior, doutor em psicologia clínica do envelhecimento pela USP e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A figura senil não simboliza mais a sabedoria, mas é associada à falta de celeridade e à doença, o que impossibilita ainda mais o convívio.
“Há, sim, políticas públicas, mas elas, muitas vezes, infantilizam o idoso, como se ele fosse uma criança velha, e isso também não melhora o quadro social”, fala o professor. Por outro lado, a cultura que se propaga é a de negar o envelhecimento a qualquer custo.
EXCELENTE Com base em 70 avaliações Publicado em Google Kerley CoutinhoTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Ótimo atendimentoPublicado em Google Angelica BarrosTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Estamos muito contentes com o acolhimento da Sênior Lar e Care. Estão sempre prontos a auxiliar no que for preciso, atendendo a minha mãe com muito carinho.Publicado em Google Karine ShibataTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Em torno de 2 anos a minha Mãe conta com os cuidados da Sênior Lar Care. Eles entraram nas nossas vidas em um momento de muita dor, com a perda do nosso Pai e o declínio cognitivo e físico da nossa Mãe. Desde o início eles foram extremamente acolhedores, solícitos e profissionais. A Equipe que atende a nossa Mãe é extremamente atenciosa, cuidadosa e carinhosa com ela. É visível o quanto todas as pessoas que trabalham na Sênior Lar Care amam o que fazem! Só temos a agradecer!Publicado em Google Laura Azevedo do CarmoTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Meu pai foi muito bem assistido pelas profissionais, e tivemos todo suporte que foi necessario durante atendiemento.Publicado em Google Andreia SenaTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Empresa comprometida em realizar o que oferece com responsabilidade e empatia com seus clientes e colaboradores.Publicado em Google Suli MarquesTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. A minha experiência com a Sênior foi maravilhosa. Não fiquei muito tempo porque, além do Alzheimer, o meu pai também tinha problemas com alcoolismo. Mas confesso que, se não fosse por esse motivo, eu estaria com eles até hoje. Nos meses em que meu pai ficou sob os cuidados da empresa, tivemos cuidadores maravilhosos — pessoas extremamente humanas e empáticas. Sem contar a supervisora da época, Michelle, que também era maravilhosa e super atenciosa. E a Adriana, coordenadora da empresa… que pessoa espetacular! Ela foi diversas vezes até a residência conversar com o meu pai, chegou até a tomar café com ele. Sempre procurava entender o que poderia ser melhorado e como poderiam ajudá-lo da melhor forma possível. Inclusive, tiramos as bebidas da casa aos poucos, porque meu pai tinha um barzinho em casa. A Adriana orientou que fizéssemos isso gradualmente, diminuindo a quantidade de garrafas dia após dia, justamente por conta do problema com a bebida. Enfim, foi uma experiência maravilhosa. É uma empresa que eu indico de olhos fechados. Infelizmente, meu pai precisou de uma internação diferente, em uma clínica especializada para dependentes químicos. Espero muito que ele se recupere. E a minha promessa para a Adriana foi que, se ele melhorar e voltar para casa, com certeza vou recontratar a empresa para continuar o tratamento do Alzheimer com todo o cuidado, acompanhamento e amor que eles oferecem.Publicado em Google Otavio LuizTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Minha experiência foi ótima, hoje eu já não uso mais os serviços, mais só eu e Deus sabe o quanto me ajudaram quando eu tinha meu paizinho vivo, meus parabéns a toda equipe dessa empresa tão humanizada.Publicado em Google Cristiana FiroentiniTrustindex verifica se a fonte original da avaliação é Google. Fui cliente da Senior. Moro fora do país, mas acompanhei, através dos meus irmãos, todo o cuidado dedicado ao meu pai. Desde as cuidadoras até a supervisão e o setor financeiro, todos sempre foram excelentes. Indicamos a empresa para amigos, que hoje também são clientes e estão muito satisfeitos. Infelizmente, meu pai faleceu, mas continuo recomendando a Senior, pois são profissionais maravilhosos e muito humanos.Certificado: TrustindexO selo verificado do Trustindex é o Símbolo Universal de Confiança. Apenas as melhores empresas podem obter o selo verificado que tem uma pontuação de avaliação acima de 4.5, com base nas avaliações dos clientes nos últimos 12 meses. Leia mais
É por isso que especialistas acreditam que a quebra do tabu parte da própria família: na forma como o idoso é encarado e cuidado e na manutenção do diálogo com familiares.
Quando não é possível acolher em casa, ao entrar em contato com uma casa de repouso, verifique a existência de um profissional da saúde que o convide para uma conversa. “Isso é um indício de que estão interessados em saber quais são as necessidades do idoso que será internado”, diz o professor da Mackenzie.
O entrevistador deve perguntar sobre as expectativas e preocupações da família quanto à estadia e ficar curioso a respeito das condições físicas e emocionais do candidato à vaga. Vale entrar em contato com famílias que já conhecem a instituição
O governo de Portugal anunciou recentemente que está preparando uma lei para proteger os cuidadores informais, fornecendo uma série de garantias e direitos para o familiar que cuida de um idoso dependente. A notícia reacendeu o debate sobre os benefícios do envelhecimento em casa e os direitos das pessoas idosas a uma vida autônoma e/ou independente, áreas em que a terapia ocupacional tem um importante papel a desempenhar.
Como afirmou Manuel Lopes, coordenador da reforma do Serviço Nacional de Saúde na Área dos Cuidados Continuados Integrados, está provado que ficar em casa, com os cuidados corretos, é quase sempre a melhor solução para um idoso.
De fato, a adaptação do ambiente domiciliar e a prestação de serviços nesse contexto permitem aos usuários uma maior autonomia, na medida em que estes têm a oportunidade de escolher o apoio de que necessitam e, inclusive, selecionar os profissionais que vão prestar esses cuidados; ao contrário do que sucede nas diversas instituições, mesmo as de maior qualidade e reputação, onde a liberdade para tomar decisões é quase (ou até mesmo) inexistente.
A tendência para o envelhecimento em casa (aging in place) é, aliás, uma realidade nos países mais desenvolvidos, onde é comum a preparação antecipada das casas para a idade da reforma, tendo em conta os obstáculos e limitações que a idade ou a existência de doença podem tornar relevantes.
Nesse contexto, a profissão de terapeuta ocupacional começa a ganhar, também em Portugal, uma considerável visibilidade, porque, no âmbito do domicílio, os terapeutas ocupacionais podem testemunhar em primeira mão as dificuldades sentidas no desempenho das atividades cotidianas. Entrar e sair da cama, subir e descer escadas, fazer a própria higiene, vestir-se e despir-se, preparar e tomar alimentos, fazer tarefas domésticas, ir à loja ou à igreja são apenas alguns exemplos. A observação direta facilita o aconselhamento e permite o treino de estratégias que permitirão à pessoa idosa recuperar autonomia e aumentar a qualidade de vida. Mas, sobretudo, o terapeuta ocupacional é o profissional que ajuda a melhorar as competências das pessoas idosas, contribuindo ativamente para a sua capacitação nas diversas atividades, logo, para a sua crescente autonomia e/ou independência.