Exercícios para cada fase da doença de Alzheimer

A fisioterapia para a doença de Alzheimer deve ser realizada duas ou três vezes por semana em pacientes que se encontram numa fase inicial da doença e que apresentam sintomas como dificuldade de andar ou se equilibrar, ajudando a retardar o avanço da doença e mantendo a autonomia do doente por um período de tempo maior. No entanto, na fase avançada e estando acamado, é importante fazer fisioterapia diariamente para evitar a atrofia muscular e manter a amplitude das articulações.

 

 

Benefícios da fisioterapia na doença de Alzheimer

 

O tratamento de fisioterapia para idosos com doença de Alzheimer tem como objetivos:

 

  • Ajudar o indivíduo a se movimentar mais livremente, mantendo alguma autonomia e mobilidade para se mexer na cama, sentar-se ou andar, por exemplo.
  • Evitar que os músculos fiquem presos e atrofiados, o que traz dores e dificulta a realização de tarefas como a higiene diária.
  • Permitir a boa amplitude das articulações para realizar as tarefas do dia a dia.
  • Evitar quedas que podem levar a fraturas ósseas que podem necessitar de tratamento cirúrgico.
  • Inibir dores musculares, nos ossos e tendões, que causam desconforto e mal-estar.

 

Dessa forma, a fisioterapia permite que o indivíduo mantenha alguma autonomia, conseguindo realizar suas tarefas do dia a dia sozinho ou com o mínimo de ajuda possível. Além disso, a capacidade de se mexer e se mover sozinho ajuda a retardar problemas comuns na doença, como prisão de ventre, desenvolvimento de infeções respiratórias ou escaras.

 

 

Exercícios para paciente com doença de Alzheimer inicial

 

De forma geral, quando a pessoa descobre que está com a doença de Alzheimer, deve realizar exercícios aeróbicos, de força, de equilíbrio e de coordenação, por isso os pacientes com diagnóstico precoce da doença de Alzheimer podem se beneficiar de exercícios em grupo, com pesos e bolas, caminhada, corrida, natação, hidroginástica e Pilates.

 

Outros exercícios indicados são caminhada progressiva, mantendo conversa, e andar de bicicleta por no mínimo 30 minutos diários, porque esse tipo de atividade melhora as funções motora e respiratória e ainda proporciona ganhos cognitivos, melhorando a memória e reduzindo a atrofia do hipocampo cerebral, sendo, portanto, um ótimo complemento para o tratamento e assim diminuir a progressão da doença. Exercícios de fortalecimento muscular, como a musculação, também são bem-vindos.

 

Os exercícios que podem ser realizados em casa devem ser de fácil compreensão e ser semelhantes às atividades do dia a dia, de forma a aumentar a atividade intelectual e motora. Estes devem ser realizados em períodos breves, várias vezes ao dia, para evitar a exaustão. Alguns exemplos são:

 

  1. Andar pelo quintal ou dançar.
  2. Colocar uma bola de plástico em cima da cabeça e tentar equilibrar-se.
  3. Treinar o escovar os dentes e pentear o seu próprio cabelo e do cuidador.
  4. Apertar os botões da blusa.
  5. Ficar num pé só.
  6. Andar de lado e também em forma de circuito.
  7. Elevação de braços usando pesinhos de dois a três quilos.
  8. Agachamento encostado na parede.
  9. Caminhar colocando um pé à frente do outro.
  10. Rebolar usando um bambolê.
  11. Prancha abdominal com apoio dos joelhos no chão.
  12. Ponte abdominal.

 

Os exercícios podem ser realizados pelo fisioterapeuta e pelo cuidador e podem ser modificados de acordo com a necessidade e para haver maior variação do treino, o que aumenta o interesse pela atividade.

 

 

Exercícios para o paciente com doença avançada

 

Na doença de Alzheimer avançada a pessoa pode se encontrar acamada o com dificuldade em equilibrar-se mesmo sentado. Nesse caso, deve-se fazer fisioterapia todos os dias com um fisioterapeuta, para evitar que o doente perca massa muscular e fique com os músculos e articulações atrofiadas, o que traz dor, desconforto e ainda dificulta a própria higiene.

 

O fisioterapeuta deve indicar exercícios simples de fortalecimento e alongamento, pedindo sempre que possível colaboração do paciente. Outras técnicas como mobilização e uso de TENS, ultrassom, infravermelho e outros recursos termoterapêuticos também podem ser usados.

 

 

Fonte:

Por Marcelle Pinheiro

Fisioterapeuta

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